O diálogo mais insólito desta Expedição

Enquanto não dá pra subir foto, aí vai uma historinha que dispensa imagens. Aconteceu hoje de manhã, na Segunda Praia, em Morro de São Paulo.

 

Eu: - Pufavô: uma Coca Light com gelo e limão.

 

Ele: - A gente tem essa Coca aí, mas só que é da Nova Schin. 



Escrito por Ricardo Freire às 15h39
[ ] [ envie esta mensagem ]


Bastidores

Senhores passageiros, a transferência de arquivos do blog já está prestes a começar. 

 

A pergunta do dia é: será que já tem çaibercafé em Boipeba? 



Escrito por Ricardo Freire às 15h36
[ ] [ envie esta mensagem ]


Alô, Uol! Help! (Oba! Socorro a caminho!)

Querido pessoal do Uol Blog: eu estava postando uma nova mensagem quando, ao subir uma foto, apareceu a mensagem “não há mais espaço na sua área”. O que quer dizer isso? Que eu não tenho mais espaço no servidor?

Help! Hilfe! Aiuto! Au secours!

Update:

Episódio esclarecido. A culpa é minha, mesmo -- estourei o espaço que um endereço de blog pode ter, apesar de todo o cyberespaço extra que o Uol me dá. O Moreno e a Eduarda foram super-rápidos e prestativos -- mas fiquei longe do computador hoje do meio-dia às oito da noite, hora da Bahia, e com isso acabei atrasando o conserto. Tenho que criar um endereço novo (o viajenaviagem2) para onde o conteúdo antigo do blog vai ser transferido, começando um novo blog no endereço atual.  

Não sei quanto tempo demora a transferência. Mas fiquem ligados, que a maratona continua. Já tô em Morro de São Paulo, e a frente fria que entrou ontem já se afastou pro mar. Inté!



Escrito por Ricardo Freire às 11h46
[ ] [ envie esta mensagem ]


Domingo vermelho

Foi assim no Brasil inteiro; em Salvador não poderia ser diferente. Assim que saiu a notícia de que a Justiça tinha impedido a CBF de proclamar o Corinthians campeão, o povo saiu de vermelho nas ruas para comemorar. Foi emocionante. Depois da concentração no Largo do Pelourinho, a multidão saiu para uma espécie de volta olímpica pelo Centro Histórico. Senhores passageiros: vejam que coisa linda. Dá-lhe, Colorado!

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 09h07
[ ] [ envie esta mensagem ]


Expedição Pé-na-areia: 72º. e 73º. dias

Quando: 3 e 4 de dezembro, sábado e domingo

Onde: Salvador

Tempo: ensolarado no sábado, nublado com chuvas no domingo

Trilha sonora: Sorriso negro (um sorriso negro / um abraço negro / traz felicidade), do repertório de Dona Yvonne Lara, na missa campal para Santa Bárbara no Pelô

Hospedagem: hotel simples e charmoso no sábado, hotelzão no domingo, os dois no Rio Vermelho

Antes da frente fria chegar: deu tempo de voltar a Sauípe e passar em Imbassaí para tirar fotos com sol

Gourmet acidental: dobradinha, tarde da noite, no Mercado do Peixe do Rio Vermelho

DataCoco: R$ 3, na Costa do Sauípe

 

 

Lanchinho da tarde: acarajé da Cira em Itapuã, na volta da incursão ao litoral norte

Escrito por Ricardo Freire às 08h42
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mais lusco-fusco: Bonfim

Não, não é uma série proposital sobre igrejas no lusco-fusco. É que eu passei o dia inteiro do outro lado do mundo – fui até a Praia do Forte, e depois às praias do norte da cidade – e só consegui chegar à igreja do Bonfim às 10 pras 6 da tarde (ou melhor: 10 pras 6 da noite).

 

Está vendo o tapume da obra do governo do Estado? Os andaimes da torre esquerda? Enquadramento é tudo...  

 

A igreja estava prestes a fechar, mas deu tempo de comprar minha fitinha – ou “medida”, em soteropolitanês –, que resolvi amarrar só domingo, durante a festa de Santa Bárbara/Iansã (digamos que... para dar um toque pessoal ao ritual).

 

E por falar em sincretismo – bom, não entendo muito de nenhuma das duas religiões, mas pelas minhas contas cheguei ao Bonfim no fim da sexta-feira sagrada do candomblé mas quando saí já era Shabbat.

 

 

Sexta-feira é dia de vestir branco e pedir proteção ao Senhor do Bonfim; até o gringo aí da direita sabe disso

Escrito por Ricardo Freire às 08h16
[ ] [ envie esta mensagem ]


Expedição Pé-na-areia: 71º. dia

Quando: 2 de dezembro, sexta

Onde: Salvador

Tempo: ensolarado

Trilha sonora: Meu Pai Oxalá, de Toquinho e Vinícius, no último CD de Daniela Mercury; atotô abaluaiê, atotô babá, atotô abaluaiê, atotô babá...

Hospedagem: de volta ao Mercure (R$ 116 de tarifa de fim-de-semana – sem café, que custa R$ 19 extras, mas com banda larga grátis no quarto)

Missão 007 do dia: espionar a praia onde está sendo construído o resort Iberostar, 3 km ao norte da vila da Praia do Forte

A caminhada: 50 minutos para ir, 50 para voltar, desde o centrinho da Praia do Forte, pela areia, debaixo de um solaço

Rodados: não registrei, mas devem ter sido uns 190 km

Gourmet acidental: robalo ao forno com farofa de cuscuz de milho embrulhada numa folha de repolho, no Mistura Fina, em Itapuã

DataCoco: R$ 2, na Praia do Forte

 

 

Fui espionar a construção do novo resort Iberostar, que abre ano que vem 3 km ao norte da Praia do Forte

 

 

A praia é selvagem, mas não é páreo para a do resort da Praia do Forte



Escrito por Ricardo Freire às 08h13
[ ] [ envie esta mensagem ]


Lusco-fusco no Pelô

Eu passei a noite de domingo para segunda no centro histórico, hospedado no Convento do Carmo. Mas voltei para lá no fim da tarde de terça, para assistir à missa da Bênção do Pelô na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

 

 

A missa é acompanhada por percussão de atabaques, pandeiros e agogôs. No lugar das orações entram sambas-de-roda e afoxés, e de repente é como se você tivesse sido abduzido para dentro de um disco de Maria Bethânia.

 

 

O momento mais emocionante é quando o padre manda entrar os pães a serem abençoados – e começa um cortejo de quase dez minutos, primeiro de mulheres, depois de homens, quase todos negros, carregando cestas de pães e fazendo uma dancinha afro pelo corredor central em direção ao altar.

 

 

No final o padre fez propaganda da festa de Santa Bárbara, uma das mais importantes festas de largo da Bahia, que acontece domingo agora. Não, ele não disse que, no candomblé, Santa Bárbara é Iansã, e que por isso a festa é tão popular. Mas recomendou, sem precisar entrar em detalhes, que os fiéis viessem de vermelho – não por coincidência, a cor de Iansã.

 

 

Eu não falei que talvez precisasse usar aquela camisa do Colorado numa festa? Parece que tava adivinhando.

 



Escrito por Ricardo Freire às 06h56
[ ] [ envie esta mensagem ]


Expedição Pé-na-areia: 64º. ao 70º. dia

Quando: 25 de novembro a 1º. de dezembro, sexta a quinta

Onde: Salvador

Tempo: chuvoso até segunda, esquisito terça, esplendoroso desde quarta

Trilha sonora: Candeal Beat, Carlinhos Brown

Hospedagem: quatro hotéis diferentes

Alforria!: entreguei o trabalho que estava atrasado! Vou poder sair do quarto! Agora o blog vai voltar a ter post todo dia!

Gourmet acidental: uma dúzia de lambretas na chapa, com molhos de alho, calabresa e curry, no Lambreta Grill, no Rio Vermelho

DataCoco: R$ 1 (na calçada do Porto da Barra; R$ 1,50 na areia)

 

Água mineral! Água mineral! Água mineral do Candeal! Você vai ficar legal!



Escrito por Ricardo Freire às 06h50
[ ] [ envie esta mensagem ]


Não-ficção

 

Como é que eu não pensei nisso antes?

 



Escrito por Ricardo Freire às 17h36
[ ] [ envie esta mensagem ]


Eu preciso ser o primeiro a dizer isso

Eu não poderia dizer isso agora. Primeiro, por uma questão de ordem cronológica. Eu ainda não falei de Sauípe e da Praia do Forte, por onde passei antes, e por isso não poderia falar de Salvador, para onde vim depois.

 

O segundo motivo pelo qual eu não deveria dizer isso agora é que o Kiko Nogueira, meu chefe na Viagem & Turismo, vai me matar.

 

Mas eu não posso esperar um ou dois meses para ver isso publicado. E, pensando bem, acho que a afirmação é irresponsável demais para sair na revista.

 

Então é melhor sair no blog, mesmo, você não acha? Valeu.

 

É o seguinte. Eu preciso corrigir uma notícia que já saiu em tudo quanto é lugar na imprensa. A notícia que saiu é mais ou menos essa:

 

Salvador acaba de ganhar um hotel sofisticado, de nível internacional, num prédio histórico: o Convento do Carmo.

 

Não é que a notícia esteja errada. Mas eu acho o gancho meio fraco. No meu modo de ver, a notícia deveria ser essa:

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 14h53
[ ] [ envie esta mensagem ]


O fim de uma era: o Copacabana Palace não é mais o hotel no. 1 do Brasil

Estou absolutamente passado com o Convento do Carmo. Quando eu visitei as obras, há uns três anos, num tempo em que a adminstração ainda estava prevista para ser do Sofitel (no final acabou indo para as Pousadas de Portugal, agora controladas pelo grupo Pestana), eu escrevi no Jornal da Tarde:

 

 

“No dia em que abrir as portas, ainda com cheiro de tinta e com os funcionários trombando uns nos outros pelos corredores, o Convento do Carmo já será nosso hotel mais espetacular”.

 

 

Senhores passageiros, só tenho duas coisas a acrescentar.

 

 

Uma: não tem cheiro de tinta. A outra: os funcionários não estão trombando pelos corredores.

 



Escrito por Ricardo Freire às 14h52
[ ] [ envie esta mensagem ]


Então chame, chame, chame, chame gente

Desculpa se, pra você, axé é só aquele monte de bunda domingo de tarde no Gugu, ou aquela música infeliz num volume idem numa caixa de som desregulada estragando a sua manhã na praia.

Mesmo sabendo que vou perder muitos pontos, eu preciso confessar que tenho uma quedinha por música baiana. E que, um pouquinho antes de sair de Sergipe, eu parei o carro e troquei o CD, para que pudesse atravessar a fronteira bem na hora em que o Armandinho cantasse –

 

Alegria, alegria é o estado que chamamos Bahia

 

Eu adoro isso.

 

 

Bunda music é a do Tchan. Com a Timbalada é peito music! (foto de 2001)



Escrito por Ricardo Freire às 13h34
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mangue Seco: as dunas de Tieta (ou da Coelba?)*

Digamos que você tenha uma praia. Uma praia rústica e selvagem.

 

Uma praia rústica e selvagem cuja grande beleza sejam suas dunas. Dunas que ficaram famosas por aparecerem numa novela da Globo e num filme de razoável sucesso.

 

 

Digamos que as dunas são bem mais bonitas, e muito mais fotogênicas, do que a sua praia propriamente dita.

 

 

E digamos que o grande barato de ir até a sua praia é experimentar a sensação de estar num lugar muito primitivo mas, de alguma forma, famoso.

 

 

Vem cá: se você dependesse tanto da beleza das suas dunas selvagens e célebres para atrair turistas, você plantaria postes enormes de luz bem em cima delas?

 

Vocês não imaginam o trabalho que dá tirar foto da duna sem que apareça poste nem fio

 

 

* Coelba: Companhia de Eletricidade da Bahia



Escrito por Ricardo Freire às 23h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


"A orla mais bonita do Brasil"

Não, não sou eu que estou dizendo. É o governo de Sergipe. Copiei a frase dos outdoors que anunciam as obras que deram uma nova cara à orla da Atalaia, em Aracaju.

 

Duas passarelas chiquérrimas facilitam a tarefa de atravessar a areia da avenida à região das barracas

 

Ah, o poder de um slogan. Você pega uma praia sem recorte, sem acidentes geográficos e sem mar azul, acrescenta melhorias (passarelas de madeira, barracas padronizadas, parques infantis) e pronto: transforma o seu patinho feio no cisne da “orla mais bonita” do Brasil.

 

As barracas estão moderninhas (sei não, mas eu acho que preferia as antigas)

 

A praia já tinha terminado na hora em que eu subi no mirante -- mas adorei a foto mesmo assim

 

Eu já tinha visto isso escrito em alguma matéria. “Aracaju, que sem dúvida tem a orla mais bonita do Brasil”... O pessoal adora copiar um release.

 

O Oceanário também fica no calçadão e abre às 2 da tarde (nos fins de semana, às 11 da manhã)

 

Eu fiquei com vontade de ser assaltado só para descobrir se o serviço era tão vistoso quanto a fachada...

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 22h56
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
01/12/2005 a 31/12/2005
01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005
01/03/2005 a 31/03/2005
01/02/2005 a 28/02/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
01/12/2004 a 31/12/2004

Meu guia de praias
> Freires.com.br
(40 destinos no Nordeste, de Jericoacoara a Abrolhos)


Ao vivo de...
> Cidade do Cabo
> Cingapura
> Sydney
> Tóquio
> Monte Koya
> Kyoto
> Takayama
> Nova York
> Nova York II
> Luanda
> Buenos Aires
> Rio
> Foz do Iguaçu
> Paraty
> Nice
> Nice II
> St.-Tropez
> St.-Paul-de-Vence
> Angra dos Reis
> Ponta dos Ganchos, SC
> Itaúnas, ES

Peça pelo número:
> Buenos Aires: 10 dicas
> São Paulo: 7 horas
> Naturismo: 6 praias
> Luxo: 14 superbangalôs

FAQ
> O que é Ricardo Freire?
> Que câmera você usa?
> Por que você não aparece?
> Como arrumar malas?
> Onde reservar albergues?

Outras viagens
> Xongas da semana
> Manifesto Antigerundista
> Diários Portugueses
> Diários Parisienses
> Diarios de La Habana
> Postais por Escrito
> O Gourmet Acidental
> 48 horas em Buenos Aires
> De Veneza a Praga no Orient-Express
> Playa del Carmen, a anti-Cancún
> Los Roques, Venezuela
> A Coca-Cola azul (e outros baratos de Parintins)
> Pulando de carnaval em carnaval
> Uma noite com Starck

Links
> Todos os livros de Ricardo Freire
> W/Brasil
> Blue Bus
> Panrotas (notícias do trade)